Na sociedade contemporânea caracterizada pela
continuidade e velocidade das mudanças, a informação é fundamental para o
posicionamento frente aos desafios cotidianos e para a construção
do conhecimento. A
informação é também instrumento básico de pesquisa e planejamento, fornecendo
dados para os diversos processos nas organizações.
No
ambiente escolar, a informação é o principio gerador de conhecimento. Pode ser
considerada a base para a produção do conhecimento.
Até
pouco tempo, a educação possuía um modelo de transmissão de informações e
cultura passiva, sem muita interação no processo ensino-aprendizagem.
Pode-se
dizer que hoje, a educação assume um papel mais interativo e globalizado,
voltada a um ensino que prepare o individuo para a autonomia, com diversidade
de ferramentas e suportes que auxiliam no processo educativo.
De
acordo com Braga (2002 apud Castro; Sousa 2008) a melhor forma para usar o
conhecimento é utilizá-lo de modo significativo e demonstrando seus
significados.
Nesse
sentido, a biblioteca inserida no ambiente escolar oferece essa diversidade e
suportes citados de maneira significativa, porque visa atender às demandas de
informação como: acesso, disseminação, recursos, leitura entre outros. A
biblioteca escolar extrapola seu papel de serviço de informação, para abarcar
aspectos educacionais, culturais e populares no desenvolvimento de seus
usuários.
Contribui
para a formação do cidadão, tornando-se parte do sistema escolar e não somente
um recurso “a mais”, “uma extensão da sala de aula” no processo
ensino-aprendizagem.
O
uso da biblioteca escolar também é considerado como o primeiro contato na busca
de informações para uma posterior utilização da biblioteca pública e
consequentemente a universitária. Estimula-se na biblioteca escolar o uso
autônomo de seu espaço para o questionamento, a resolução de problemas e a
solução de respostas por parte do usuário, seja ele uma criança que ainda não
esta completamente alfabetizada como um adulto-leitor.
Para alguém se tornar leitor é
necessário que haja uma experiência de prazer com o texto, que corresponda em
determinado momento de sua vida, a uma necessidade, uma busca de desejo que
seja saciada, completada.
Iseense (2004) diz que:
Em primeira instância,
a leitura literária caracteriza-se como uma atividade intelectual de excelência
humana que envolve vários aspectos, como afetivo, cognitivo, lúdico,
intelectual. Noutro caminho, o processo da leitura literária constitui-se numa
atividade social que exige a construção de habilidades de leitura, não inatas
ao homem (ISENSEE, 2004, p.24).
Diz ainda que:
A experiência da
leitura literária é uma conversão do olhar que tem a capacidade de ensinar a
ver as coisas de outra maneira. Seria como se o olhar rotineiro, que faz parte
do mundo real, fosse totalmente abandonado, e um segundo ser passasse a reger e
engendrar os olhos, dando-lhes uma nova possibilidade. A entrada do segundo ser
significaria a despersonalização do leitor, uma vez que para aceitar essa
entrada deve abandonar todas as formas de individualização do mundo
administrado (ISENSEE, 2004, p. 25).
Na leitura literária,
existe uma relação entre leitor e obra. Nessa relação que é criada, não se
espera somente a codificação de um código, do desenvolvimento do processo de
alfabetização e letramento e sim, o desenvolvimento global do aluno, da
produção de sentido para si, da percepção de mundo que se desenvolve, tornando
essa relação leitor-obra em prática social.
CASTRO,C. A.; SOUSA, M. C. P. de. Pedagogia de projetos na
biblioteca escolar: proposta de um modelo para o processo da pesquisa escolar. Perspectivas
em Ciência da Informação, Belo Horizonte, v. 13, n.1, p. 134-151, jan./abr. 2008. Disponível em: <
http://www.scielo.br/pdf/pci/v13n1/v13n1a09.pdf >. Acesso
em 22 jun. 2017.
ISENSEE,
A. S. A Leitura literária na forma
humana: um olhar discente. Dissertação (Mestrado em Educação) –
Universidade Regional de Blumenau, Santa Catarina, 2004. 79 p. Disponível em:
< http://www.bc.furb.br/docs/TE/2004/308412_1_1.pdf>.
Acesso em 20 jun. 2017.